28 de julho de 2017 03:28

Modelo brasileira apoia nova lei francesa

Legislação proíbe modelos excessivamente magras

Por Redação

unnamedA lei que entrou em vigor na na França e criou uma “revolução frashion” – na qual marcas e publicações de todos os tipos sediadas no país são obrigadas, a partir de 1º de outubro, a avisar seus clientes e leitores sobre qualquer alteração nas imagens de modelos feitas por meio do Photoshop – tem seus simpatizantes no Brasil. É o caso da modelo e ex-concorrente a Miss Amanda Ford que declara “Acho que se a modelo esta com a saúde perfeita, não tem nenhum problema algum em passar por algum tipo de teste, é uma lei benéfica”.

Na França a lei foi aprovada na Assembléia Nacional em 2015 e proíbe modelos que estejam com a saúde comprometida por causa de seu peso de participar de desfiles nas semanas de moda.

Com a lei, as modelos terão que apresentar atestado médico para provar que estão saudáveis o suficiente para trabalhar. Para tal, médicos devem levar em conta peso, idade e medidas corporais. O IMC (índice de massa corporal) das garotas também será avaliado, ainda que este não seja um fator decisivo.

Sobre a nova lei, a ministra francesa de Assuntos Sociais e Saúde Marisol Touraine falou em comunicado oficial: “A exposição de pessoas jovens a imagens normativas e irrealistas de corpos leva a um sentimento de auto-depreciação e baixa auto-estima que pode afetar o comportamento relacionado com a saúde”. O empresário que quebrá-la poderá ser multado em até 75 mil euros (R$ 260 mil) e enfrentar seis meses de prisão.

Amanda de 19 anos, que participou recentemente do Miss Intercontinental e já figurou campanhas de marcas no Brasil e no exterior, conta que apoia completamente e acha que devíamos fazer o mesmo no Brasil. “Já passei por alguns castings que exigiam 80cm de quadril”, desabafa. “Me pediram para emagrecer ainda mais, sendo que já sou magra”.

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