23 de agosto de 2016 21:10

Documentos da ‘Revolta dos Búzios’ podem se tornar Patrimônio da Bahia

Para especialistas a revolta tem abrangência histórico-simbólica nacional e até internacional

Por Redação

normal_1471965153Heris_da_Revolta_dos_BziosUma reunião para alinhar possibilidade de abertura do Processo de Tombamento do Acervo Documental da Revolta dos Búzios, que ocorreu na capital baiana entre 1798 e 1799, acontece às 15h30 desta terça-feira (23), no Instituto do Patrimônio Artístico e Cultural (Ipac), no Centro Histórico de Salvador. Participam representantes do órgão, do Grupo Cultural Olodum, da Fundação Pedro Calmon (FPC) e da Assembleia Legislativa da Bahia, que pretendem transformar o feito histórico em Patrimônio Cultural.

Os proponentes sugerem ainda que o historiador baiano Luiz Henrique Dias Tavares, estudioso do tema, seja homenageado. Caso ocorra a abertura, o Ipac iniciará pesquisas com trabalho de campo, documentos, imagens, recortes de jornais, entrevistas, videodocumentário e outros itens que auxiliem a comprovação que o bem cultural merece proteção oficial do Estado. O acervo documental da Revolta dos Búzios é do Arquivo Público da Bahia, vinculado à FPC, localizado na Ladeira Quintas dos Lázaros, em Salvador. O Ipac e a Fundação são vinculados à Secretaria de Cultura do Estado (Secult).

Segundo especialistas do tema, apesar de ter acontecido em Salvador, a revolta tem abrangência histórico-simbólica nacional e até internacional. “O seu reconhecimento como patrimônio cultural é importante para a valorizar a cultura baiana e brasileira, além de dar suporte às políticas públicas de combate à discriminação racial no País”, afirma o diretor geral do Ipac, João Carlos de Oliveira. O instituto já fez tombamentos similares quando da notificação do prédio e de todo o acervo do Instituto Geográfico e Histórico da Bahia (IGHB).

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