09 de outubro de 2017 00:02

Cidinha da Silva falam sobre a mulher negra

Escritoras se encontraram na Flica

Por Redação

img-20171007-wa0177Falando como se defender do racismo e das desigualdades em relação ao gênero e etnia, Minna Salami e Cidinha da Silva lotaram o Claustro da Ordem Terceira, na Festa Literária Internacional de Cachoeira (Flica), na tarde deste sábado, dia 7. A mesa foi mediada por Denise Carrascosa.

Logo nas primeiras falas, Salami disse “Como podemos falar por décadas sobre o preconceito a mulher negra e nada mudar?”. E seguiu dizendo que pensando nisso, começou a escrever. “Fui muito inquiridora, quando fui morar na Suécia fui brutalizada pelos Skinhead, sofri muita resistência de racismo”, revelou.

De acordo com a jornalista, defensora da mudança do papel da mulher no mundo e pesquisadora das relações entre gênero, quando decidiu que deveria seguir suas raízes, passou a usar o blog batizado de “MsAfropolitan”. “Eu vi que as pessoas começaram a gostar do meu engajamento e usei meu blog sem censuras”.

E seguiu. “Existe uma poesia de resistência. Precisa ter uma palavra. Uma linguagem de raiz. Emocionalmente falando, a linguagem é muito poderosa”. Por suas ideias, foi escolhida pela Revista Elle, ao lado de personalidades como Angelina Jolie e Michelle Obama, como uma das “12 mulheres que mudaram o mundo”. Minna é colaboradora do The Guardian e colunista do Guardian Nigéria.

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